Será por que meudeus que a inspiração ás vezes se esconde num cantinho tão escuro que você, por ainda sustentar o medo da falta de luz desde aquele susto aos 6 anos de idade, prefere não fazer esfoço para buscá-la, fugindo de qualquer lembrança traumática que lhe remeta à infância.
Aí que, evitando o medo e lembranças remotas, você fica alguns dias visualizando uma tela branca e enchendo de crtl c ctrl v afim de evitar que as listas de amigos não façam o favor de te empurrar para o limbo daquelas tentativas inúteis de escrever qualquer coisa que valha para não ser esquecido.
E aí que você sai à rua e vai a um bar e fica tentando arranjar no fundo daquele copo de cerveja, e bem no fundo daquele copo de cerveja, com todo aquele resto de espuma quente alguma ideia que te faça abrir um caderno e escrever sobre.
É nesse instante que vem o garçom com uma camiseta amarela, que te faz lembrar um marca texto, e com uma caneta bic sem tampa acomodada na orelha e resolver fazer o favor de encher demais o seu copo e você perde a concentração em qualquer bobagem que estava pensando enquanto visualiza a espuma cair rapidamente sobre a mesa de madeira e molhar aquele coração deformado escrito "Má e Rô" e você resolve pensar quem seria "Má e Rô" e se possivelvemente "Má e Rô" ainda estariam juntos já que aquele coração já parece estar bem desgastado com o tempo e com a quantidade de restos de espuma de cerveja que já caíram sobre aqueles riscos deformados e provavelmente escritos com uma chave de um carro, pertencente ou a Má ou ao Rô ou vice-versa.
Então você pensa em pegar a chave do seu carro e reforçar aqueles riscos daquele pobre coração de madeira tão desgastado pelos restos de espuma de cerveja e então é que você se dá conta que mal consegue cuidar do seu próprio coração, que não é de madeira, mas parece pedra, quanto mais tentar uma busca solitária e perseverante para preservar corações deformados e corroídos por restos de cerveja em mesas de bar.
Então você prefere colocar o guardanapo sobre "Má e Rô" e desiste da ideia de preservar relacionamentos registrados numa mesa de madeira. É aí então que então você resolve ir até o banheiro daquele bar e se depara com a luz queimada e não lhe resta outra alternativa a não ser enfrentar o escuro. Aquele tal escuro que a aterroriza desde os seis anos de idade quando estava sozinha no seu quarto quando faltou luz e você só conseguiu visualizar os dois olhos azuis de uma boneca acomodada sobre uma prateleira olhando fixamente para você em meio à escuridão.
Então é que você tentando fugir das lembranças mais aterrorizantes de quando tinha 6 anos de idade, promete a si mesmo que não irá fazer pouco caso de relacionamentos registrados em mesas de bar e desgastados por restos de espuma de cerveja.
Aí que você volta à mesa e retira o guardanapo sobre "Má e Rô" e busca a chave do carro dentro da bolsa e, com a maior força que pode empregar nos dedos indicador e polegar da mão direita, você reafirma o compromisso desgastado pelo tempo entre "Má e Rô" naquela mesa de madeira do bar.
E partir daí o que você mais deseja é que Má e Rô sejam felizes para sempre, até que os restos de espuma de cerveja os separem.
E depois de tomar o sexto gole de cerveja e já conseguir enxergar outra vez o fundo do copo, é hora de abrir a bolsa e encontrar o caderninho, antes que o garçom apareça novamente . . .
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Má e Rô
sábado, 14 de novembro de 2009
Breve Oração de Virada de Ano
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Buena estrella para todos, para vos
Continua me alegrando....
"Ya ha corrido mucha agua debajo de este puente
Me ha sobrado y me ha faltado inspiración
Puede ser que suene muy desafinado
Es que me desafina el corazón
Vamos hoy a levantar la copa del amigo
Necesito estar lo mas cerca que pueda de ti
Y fundirme con tu espíritu divino
Y sentir que, si, se puede ser feliz"
Buena Estrella - Fito Paez
domingo, 8 de novembro de 2009
Rodolfo Páez Ávalos
ele - e apenas ele - sozinho - ou as vezes acompanhado por Sabina - tem conseguido me deixar muito feliz nos últimos dias.
gracias, Fito
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Teoria da Diversão
Pense rápido: na volta de um dia cansativo de trabalho, você trocaria o conforto de uma escada rolante por uma escada convencional no metrô?



